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Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico

Publicado por JPG, Sábado, 6 de Fevereiro de 2010, às 08:05 |

Caros/as companheiros/as,

O tempo urge.

É absolutamente necessário que seja entregue na Assembleia da República uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos (ILC) que revogue a ou suspenda o Acordo Ortográfico. Este documento, depois de subscrito por 35.000 cidadãos nacionais eleitores, deverá dar entrada na Assembleia da República ainda a tempo de a respectiva discussão e votação em sede parlamentar ser agendada antes do fim da presente legislatura, ou seja, até às próximas férias de Verão.

Para redigir e apresentar esta ILC, é necessário que exista uma Comissão Representativa, a qual poderá ser constituída expressamente para o efeito ou nomeada por uma qualquer entidade de carácter nacional que se enquadre num perfil adequado.

A nossa Causa conta neste momento com 41.450 subscritores. Ora, não é possível que não exista, de entre estas já largas dezenas de milhares de pessoas, alguém pertencendo a uma associação idónea e credível, de carácter cultural, social, entidade histórica, literária, artística ou, de alguma forma ligada à Língua Portuguesa ou à área do património nacional.

Pois esta mensagem é directamente dirigida a si, a si mesmo, que pertence - ou que, pelo menos conhece alguém que pertença - a uma dessas sociedades, ligas, uniões, fundações, círculos ou qualquer outra espécie de agremiação do género. Sejamos directos, para variar: tome a iniciativa! Proponha pessoalmente aos seus pares ou, se não for membro, no mínimo encarregue alguém seu conhecido e da sua confiança que o faça, que seja portador desta última esperança que aqui nos reúne e congrega; em suma, como subscritor/a desta Causa que é a de todos nós, que apresente a ideia a quem de direito.

O que se pretende é que uma dessas organizações redija e apresente a ILC, mesmo que deixe para nós outros - que já somos muito mais do que os suficientes para isso - as tarefas de promoção, divulgação e recolha das assinaturas necessárias.

É necessário agir. Uma ILC não é uma qualquer petição, não é uma simples colecção de assinaturas, não é algo em que se coloque o nome e pronto, já está, assunto arrumado. Pelo contrário, uma ILC é uma Lei como outra qualquer, mas com a grande, extraordinária diferença de ser redigida pela chamada “sociedade civil” e proposta não por deputados mas por simples cidadãos.

Façamos alguma coisa em concreto, nós, esses cidadãos. Não é muito o que se vos e nos pede. Aliás, nada se pede, quando aquilo que está em causa é apenas o dever de cada qual defender o seu País e, neste caso concreto, a sua Língua.

Propor o patrocínio desta iniciativa, apresentar a ideia à direcção de uma associação ou a um membro de uma agremiação é um simples acto de cidadania; de alguém que, e ainda podemos acreditar que há muitos portugueses sérios, atentos, dedicados a Portugal, seja capaz de decisivamente ajudar a parar o crime de lesa-património que se convencionou designar como “Acordo Ortográfico”.

Não somos nós, os oito promotores desta Causa, quem conta convosco. É um País inteiro.

JPG

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Materiais para consulta
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1. Lei da ILC
2. O que fazer?
3. Historial
4. Contacto: joao.graca@netcabo.pt

Este apelo foi enviado aos subscritores da Causa FB “Não Queremos o Acordo ortográfico“.

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Categorias: campanhas, Acordo Ortográfico

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«Rapazes, não se mencione o excremento!»*

Publicado por JPG, Domingo, 2 de Agosto de 2009, às 19:57 |

A mais recente e “inovadora” manobra de propaganda situacionista, cuja hashtag no Twitter foi #Blogconf, deveria ter suscitado na blogosfera uma única dúvida: ignorar ou não ignorar?

Eis a questão, por conseguinte: terá ponta por onde se lhe pegue, semelhante coisa? Essa tal «acção de campanha eleitoral»** (cf. vídeo “integral”, aos 00:30 a 00:35 segundos) promovida por um Partido político, realizada no passado dia 27 de Julho, foi algo de sério, de minimamente credível, ou não passou de uma total encenação, uma fantochada de cabo a rabo preparada, programada e formatada pelo Apparatchik daquele Partido?

É absolutamente pacífico, a não ser porventura para os encenadores da peça, que aquilo não foi realmente um “debate” entre o Secretário-Geral do PS (por mera coincidência, Primeiro-Ministro de Portugal) e alguns bloggers; nada disso; não houve qualquer espécie de “diálogo” entre um político (que se diz, sem andar muito longe da verdade, “detestado” pela blogosfera no seu conjunto) e aqueles que, neste meio virtual que são os blogs, representam (por inerência e por definição) a maior força de contra-poder que alguma vez existiu.

Portanto, assim sendo, a resposta à questão inicial seria simples: ignorar. Esta bambochata teve tanto valor, enquanto “conferência”, como um comício do PS em Freixo de Espada à Cinta ou em outra qualquer “simpática localidade” do chamado Portugal profundo.

Porém, o facto de alguns bloggers não comprometidos com o Regime se terem prestado ao papel de figurantes, a fazer o papel da “oposição”, coloca de imediato a mesma questão ao contrário: ignorar? Mas como ignorar?
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Está de ananases!

Publicado por JPG, Segunda-feira, 29 de Junho de 2009, às 16:21 |

Entrei no quarto atordoado, com bagas de suor na face. E debalde rebuscava desesperadamente uma outra frase sobre o calor, bem trabalhada, toda cintilante e nova! Nada! Só me acudiam sordidezes paralelas, em calão teimoso: — «é de rachar»! «está de ananases»! «derrete os untos»! … atravessei ali uma dessas angústias atrozes, grotescas, que, aos vinte anos, quando se começa a vida e a literatura, vincam a alma e jamais esquecem.
Eça de Queiroz, A Correspondência de Fradique Mendes

O sociólogo Daniel Luís é, além de cronista e professor universitário, um membro cooperante e activo da imensa comunidade virtual a que se convencionou chamar “Internet”.

Enquanto blogger, facebooker e twitterer, Daniel Luís construiu uma reputação inatacável e reuniu um capital de prestígio que lhe conferem hoje, sem qualquer favor, o estatuto de referência.

Como docente universitário e, portanto, enquanto funcionário do Estado, Daniel Luís viu-se recentemente confrontado com problemas que advêm não da sua actividade docente - também ela irrepreensível - mas dos seus escritos, tanto em blogs como na imprensa convencional.

Este grupo pretende congregar todos aqueles que, de alguma forma, o admiram, o estimam e, principalmente, o apoiam na luta que empreendeu pela manutenção do seu direito à liberdade de expressão.

Destina-se àqueles que, sendo amigos, conhecidos ou simples leitores anónimos de Daniel Luís, não apenas lhe reconhecem o direito de se exprimir livremente, sem por via disso sofrer qualquer consequência a nível profissional ou outro, como reivindicam para si mesmos esse direito, a liberdade de expressão que a todos é tão cara e da qual nenhum de nós jamais prescindirá.

Grupo no Facebook “Apoio ao cronista Daniel Luís”.

Daniel Luís é um de nós. O que se está a passar com ele diz respeito a toda a comunidade; não apenas aos docentes universitários ou aos professores em geral e não somente aos funcionários públicos ou, de forma abrangente, a todos aqueles que trabalham por conta de outrem; este é um caso que poderia suceder a qualquer pessoa que detém apenas a sua força de trabalho como única riqueza e a sua competência como única defesa.

Nos tempos que vão correndo, como bem sabemos e como cada vez mais vemos, as instituições - sejam públicas ou privadas, mas com particular e não casuística incidência nos organismos do Estado - tendem a manter “à rédea curta” os oficiais e colaboradores, manietando-os por sistema nos seus direitos individuais e cerceando-lhes desde logo o mais básico dos direitos, ao menos nas sociedades ditas “evoluídas”: a liberdade de expressão. Pretende-se, a julgar pela assustadora frequência com que episódios do género vão ocorrendo, proceder a uma espécie de “normalização” orwelliana, cassando à cabeça qualquer veleidade criativa e encerrando, em “regulamentos” obscuros de obediência cega, deveres que nunca existiram e obrigações que não lembrariam senão a quem ad-hoc as vai inventando.

Esta verdadeira máquina de terraplanagem que é o Estado dá-se pessimamente com os ares livres e desempoeirados que se respiram no nosso meio virtual. As sucessivas tentativas de “normalização” e de “regulamentação” da Internet não passam de sintomas, de tiques, de trejeitos ditatoriais indisfarçáveis que se inserem na mesma estratégia oficial de estrangulamento sistemático deste imenso espaço de liberdade individual e colectiva.

Não se trata, por conseguinte, neste caso do companheiro Daniel Luís, apenas e só do emprego de um compatriota; esse emprego e esse compatriota simbolizam aquilo que se vai passando de forma cada vez mais insidiosa com todos nós: o cerco às liberdades individuais, a começar pela já dita, sacrossanta, liberdade de expressão. Isto é mais do mesmo: primeiro deitam-nos a mão à garganta, esta garganta virtual que usamos para também virtualmente gritar, e depois vão apertando, apertando, apertando, cada vez mais e com mais força… até que de todos e de cada um de nós sobre apenas um fardo no chão, inerte e inútil, para sempre calado, mais manso do que um fato sem ninguém lá dentro.

O que pretendem de nós os agentes do estado a que isto chegou é que - no máximo - falemos das florzinhas e das abelhinhas, dos passarinhos que fazem os ninhos com mil cuidados ou, quando muito, que troquemos impressões uns com os outros sobre o nosso estado de saúde, o estado dos estádios de futebol, o estado do tempo. Querem que fiquemos entretidos discutindo o sexo dos anjos e o boletim meteorológico, quem ganhará o próximo campeonato e qual a melhor companhia de circo itinerante.

Pois bem, pode estar de ananases. Se calhar, vai por aí uma canícula que derrete os untos.

Mas nós, não. Não queremos isso. Nunca!

Não é do tempo que falamos quando dizemos que está um calor de rachar. É do inferno em que nos querem meter. E nós é que os havemos de rachar a eles, não o contrário.

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Quinta (2)

Publicado por JPG, Domingo, 1 de Fevereiro de 2009, às 14:20 |


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Quinta (1)

Publicado por JPG, Sábado, 31 de Janeiro de 2009, às 18:33 |

quinta - vista 1, Janeiro 2009

J.P.G., Quinta - vista 1, Janas, Sintra, Janeiro 2009

quinta - vista 1, Janeiro 2009

J.P.G., Quinta - vista 2, Janas, Sintra, Janeiro 2009

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Casa Pia

Publicado por JPG, Segunda-feira, 24 de Novembro de 2008, às 20:41 |

Ver também os “clips” alojados em Sapo Vídeos sobre “casa pia”, por ordem cronológica decrescente.

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Do Portugal Arguido - XI

Publicado por JPG, Sexta-feira, 3 de Outubro de 2008, às 17:08 |


Sexta-feira, Outubro 03, 2008
Comunicado - Fim do Processo de Paulo Pedroso contra o Prof. Caldeira

- COMUNICADO -

——Na qualidade de advogado do Prof. António Manuel Balbino Caldeira, informo que o processo do Dr. Paulo Pedroso contra o Prof. António Caldeira TERMINOU, após o Dr. Paulo Pedroso ter desistido da queixa contra meu cliente.—————————————–
—–Lisboa, 03 de Outubro de 2008 ———————————————————

Posto por José Maria Martins | 15:48 | Comentários

Palavras e expressões-chave: Paulo Pedroso, António Balbino Caldeira, blog Do Portugal Profundo, José Maria Martins, Casa Pia, crime, calúnia e difamação, julgamento, pedofilia, processo arquivado, desistência da queixa.

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Do Portugal Arguido - X

Publicado por JPG, Quarta-feira, 23 de Julho de 2008, às 14:30 |

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Palavras e expressões-chave: Paulo Pedroso, António Balbino Caldeira, blog Do Portugal Profundo, José Maria Martins, Casa Pia, crime, calúnia e difamação, julgamento, pedofilia, RTP, reportagem.

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Do Portugal arguido - IX

Publicado por JPG, Sábado, 31 de Maio de 2008, às 13:03 |


Julgamento da queixa de Paulo Pedroso contra autor de blogue adiado “de acordo com orientação do CSM”
31.05.2008, José António Cerejo

António Caldeira é acusado de 49 crimes de difamação por Paulo Pedroso, que pede 150 mil euros de indemnização.

A primeira sessão do julgamento do processo intentado pelo Paulo Pedroso contra António Balbino Caldeira, autor do blogue Do Portugal profundo, foi anteontem adiada pela sexta vez. O despacho da juíza que determinou o adiamento para 9 de Junho diz que a decisão foi tomada “por razões de agenda e de acordo com orientação do CSM”.

(…)

Pedroso tinha apresentado inicialmente apenas três testemunhas relativamente desconhecidas e acrescentou agora mais 18. Entre estas contam-se Ferro Rodrigues, Vieira da Silva, António Costa, Jorge Sampaio, Jaime Gama, José Miguel Júdice, Manuel Alegre, Almeida Santos, Vera Jardim, António Guterres, Mário Soares e José Sócrates.

in jornal Público (link provisório; acessível apenas até às 24 h de hoje)

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Constituição da República Portuguesa, Artigo 37.º