Publicado por JPG, Sábado, 28 de Fevereiro de 2009, às 16:21 |
A chamada “liberdade de expressão”, que decorre por inerência da “liberdade de opinião”, resume-se a um axioma muito simples: toda a gente tem total liberdade para dizer aquilo que é universalmente aceite como “a verdade”; qualquer opinião que não seja “universalmente aceite” deixa por conseguinte de ser “verdade”, pelo que a sua expressão deixa de ser legítima, tornando-se proscrita - “mentira”, por exclusão de partes.
Ou seja, a liberdade de opinião está de facto universalmente garantida, desde que o indivíduo a não expresse, ou apenas enquanto a sua expressão não ponha em causa aquilo que é geralmente aceite (e, portanto, aceitável) como sendo “a verdade”.
Publicado por JPG, Sábado, 28 de Fevereiro de 2009, às 15:22 |
* O título deste post representa uma singela, espúria, se bem que merecidíssima homenagem a todos os tradutores portugueses, pela sua extraordinária persistência em traduzir à letra mesmo - ou em especial - aquilo que é absolutamente intraduzível.
Enjoy the music. O mesmo é dizer, homenageemos de novo, gozai a música.
Publicado por JPG, Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009, às 15:32 |
No passado dia 8, foi aqui publicado um “post” tendo em título uma frase “supostamente” atribuída a Francisco de Sá Carneiro. Podemos eliminar a palavra “supostamente”, como se pode ver na imagem (inédita até hoje) da capa de uma revista (possivelmente a “Nova Gente”) com data de 9 de Dezembro de 1980… apenas cinco dias após a tragédia de Camarate.
Não restam, por conseguinte quaisquer dúvidas. Francisco de Sá Carneiro proferiu, em 1980, as seguintes, terríveis, premonitórias palavras:
«Sei que um dia morrerei violentamente. Só nessa altura é que me vergarei…»
Publicado por JPG, Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009, às 15:39 |
Depois do “spyware” no Facebook, há uns dias, agora surge um “worm” de outro tipo no mesmo Facebook.
Ontem à noite, usando a janela de “chat” do FB, deparo com a seguinte mensagem: Some content in this message has been reported as abusive by Facebook users.
O conteúdo (aparentemente) “censurado” era a muito inocente expressão idiomática “gaba-te cesto“. Lançado o alerta via Twitter (com propagação automática no FB), algumas pessoas experimentaram escrever essa mesma expressão nas suas caixas de “chat” e outro tanto lhes sucedeu: foram também contempladas com a mensagem de “conteúdo abusivo”, e por conseguinte, a frase não chegava ao interlocutor.
Depois de testar dezenas de outras expressões, em Português e em Inglês, umas mais insultuosas, outras nem tanto, sempre sem qualquer resultado, e depois de verificar que o tal inocente “gaba-te cesto” tinha deixado de ser barrado, a Google deu - como de costume - conta do recado: trata-se de um “worm” do Windows chamado W32.Koobface.A. que, entre outras coisas nada engraçadas, é capaz de “raptar” a sessão (session hijacking) do utilizador no Facebook, enviando mensagens “piratas” a todos os seus “amigos” naquela rede.
A tal mensagem de “censura”, é claro, vem também como anexo deste “vírus”, de presente.
A Symantec (Norton Anti-Vírus, NAV), garante que a coisa é de baixo risco. Mas vai adiantando as formas de remoção segura deste vírus, mesmo sendo “pouco” perigoso. Para quem tiver outros programas anti-vírus (ou nenhum, porque ainda há disso), o site Precise Security providencia instruções gerais para eliminação deste “worm”.
Em conclusão: à média de um ataque generalizado por dia, ou pouco menos, o Facebook arrisca-se a ganhar a nada recomendável medalha de plataforma mais insegura (ou apetecível?) de todas as redes sociais virtuais, à escala global.
As referências técnicas (e links) neste “post” foram obtidas no blog de Chris Shiflett.
A PSP de Braga apreendeu, hoje numa feira de livros de saldo, alguns exemplares de um livro sobre pintura considerando que o quadro reproduzido na capa, do pintor Gustave Courbet, é pornográfico, disse fonte da empresa livreira.
Publicado por JPG, Domingo, 22 de Fevereiro de 2009, às 16:25 |
Este é um diálogo, através de “wall to wall”, entre dois utilizadores* do Facebook. Para melhor comprender a sequência, é conveniente ler as entradas de baixo para cima, seguindo a cronologia assinalada pela hora de gravação.
Esses avisos caem sempre em saco roto…já dei para esse peditório anos a fio nos babyblogs. Sinceramente fez-me alguma aflição aterrar aqui e ver tudo, desde os números de telemóveis até às fotos dos filhos, das tags nas pics que colocam de outras pessoas, enfim. Mas como diz o JPT (Ma-schamba), as pessoas querem ser "amadas" pelos seus perfis e mostrarem que têm vidas lindas. Enquanto é só info pessoal do próprio, pois ok, se tiver chatices, paciência, mas envolver terceiros, acho uma inconsciência. Acho que, quanto aos tarados, a rapaziada enfia a cabeça na areia, só acontece aos outros.
Estou farto de avisar toda a gente para não colocarem demasiadas fotos (demasiadamente) pessoais (principalmente de CRIANÇAS), mas parece que está tudo muito convencido de que o FB é "seguríssimo".
Que diabo, por alguma razão a FB baniu as fotos com imagens de mulheres a amamentar! Alguém presume que não há aqui tarados, fazendo-se passar por "amigos" de não sei quem?
Pelo que vejo, a aplicação "Error Check System" (um "worm") já foi apagada pelo staff da FB. Espero que já tenham também começado a tapar buracos na API. A extensão de "data grabbing" desta aplicação pirata ainda é desconhecida.
Estes simples recados, trocados entre dois dos mais de 80.000 utilizadores portugueses do Facebook, ilustram perfeitamente alguns dos maiores riscos e perigos que vão correndo e a que se vão sujeitando todos os membros (e seus familiares e amigos), não apenas desta como de todas as chamadas “redes sociais”.
1. A propagação inopinada e involuntária de diversas formas de pirataria informática, contrafacção, disseminação de “vírus”, destruição ou perturbação de sistemas.
2. A exposição de dados pessoais, próprios e alheios, à apropriação fraudulenta e/ou para fins não autorizados ou de alguma forma inconvenientes ou prejudiciais.
3. A divulgação de fotografias pessoais (próprias ou alheias) ou, principalmente, de imagens de crianças, que poderão ser utilizadas por terceiros para a prática de diversos crimes: pedofilia, rapto, assédio, perseguição, chantagem, assassinato.
Muita gente continua a acreditar, de facto, que as coisas mais desgraçadas “só acontecem aos outros”. E é realmente muito difícil convencer alguém de que não é bem assim, e pior ainda quando se trata de meios electrónicos e de redes virtuais. A insegurança dos dados varia, como é óbvio, na razão directa da facilidade e da velocidade com que se propaga, mas nem essa evidência parece suficiente para convencer os mais incautos a munir-se de alguma precaução, mantendo níveis mínimos de privacidade.
Quando é a segurança das crianças que está em causa, não há que ter medo das palavras: as fotografias dos vossos filhos podem ser usadas por redes pedófilas, manipuladas, alteradas, passadas de mão em mão (mesmo que ou principalmente de forma virtual).
Quando se trata da nossa própria imagem, também não há que ter medo de “chamar os bois pelos nomes”: qualquer um pode usá-las como entender e para o que quiser, fazer montagens com elas, distorcê-las ou até passar a usar a nossa cara como a sua própria “identificação”.
Os nossos dados pessoais, no Facebook e nas outras redes (hi5, MySpace, etc.), constituem verdadeiras minas para uma imensa panóplia de organizações e “serviços” nada recomendáveis: spamming, tele-marketing, clubes de férias, seitas diversas (catastrofistas ou não), agências de viagens e similares, vendedores de banha da cobra e de diplomas universitários sem estudar, farmacêuticas milagrosas de medicamentos manhosos, e assim por diante, até ao infinito ou até que se esgote a imaginação dos mercados, dos mercadores e dos traficantes em geral.
Por exemplo, quando um de nós morrer (alguém acha que vai ficar por cá eternamente?), qualquer jornalista, qualquer agência funerária, qualquer simples blogger poderá escarrapachar tudo o que a respeito do falecido encontrar na respectiva página de “perfil”.
E nessa altura, escusado será lembrar, já cá não estaremos para autorizar ou proibir seja o que for. A Internet não reconhece a morte nem, por mais caprichada que esteja na redacção, consegue identificar uma simples certidão de óbito.
* A transcrição deste diálogo foi autorizada pela minha interlocutora, na ocasião.
Publicado por JPG, Sábado, 21 de Fevereiro de 2009, às 14:07 |
Esta situação surgiu hoje, de madrugada.
Pelos vistos, espalhou-se imediatamente como fogo em palha seca. Daria para desconfiar, em circunstâncias normais mas, ou por causa da hipoglicémia matinal ou por os cafés ainda não terem actuado convenientemente, caí que nem um patinho.
A solução mais rápida, antes de o problema se tornar sério (felizmente estamos no fim-de-semana e segue-se a “ponte” do Carnaval), é avisar a malta por todos os meios.
Se, por acaso, caíram na esparrela (como eu e centenas ou milhares de outros), desinstalem a aplicação em Friends/Notifications/; na barra da direita, procurem “Applications you’ve authorized” e “desassinalem” a aplicação “Error Check System”. Podem previamente assinalá-la como SPAM.
P.S.: desculpem se houver repetição desta mensagem, que estou a enviar para todos os membros de todos os meus grupos e causas. Também a coloquei via wall e através de chat para quem vou encontrando online.
A música escolhida (bem, foi o melhor que se pôde arranjar, da lista disponível) para acompanhar este “slideshow” é de Tchaikovski, o “Quebra-nozes”. Tem algo a ver com o jornal, parece-me.
1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações.
2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.