Publicado por JPG, Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009, às 15:34 |
Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009 Lusofonia: Acordo Ortográfico entrará em vigor a 1 de Janeiro de 2010 em Portugal
O ministro da Cultura, quer que o Acordo Ortográfico, “o mais tardar em 1 de Janeiro de 2010″, seja aplicado “a nível oficial e em todos os meios de comunicação social”. Em entrevista à Lusa, Pinto Ribeiro reafirmou a importância do Acordo Ortográfico para a estratégia que o seu ministério pretende implementar. Reconhecendo a importância da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o ministro quer “assegurar que, concertadamente com os outros países, se avance no processo de ratificação do último adicional do Acordo Ortográfico, para conseguirmos ter uma escrita unitária do português”. Ainda segundo o ministro, “há muitos sítios onde as autoridades se recusam a ensinar português porque não sabem se o hão-de fazer na versão escrita brasileira ou europeia. Ora, “tudo isso fica resolvido através do acordo ortográfico”, acredita. Assim, uma arma fundamental é a produção de um corrector de texto, aplicável a várias plataformas informáticas, que integra as novas regras da escrita em Português e que, segundo Pinto Ribeiro, deverá estar disponível até ao final deste mês. O ministro pretende ver o português como “língua de trabalho em todas as organizações internacionais”. Neste sentido, “estamos, com o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), a reformular o Instituto Camões para que seja desenvolvido este trabalho de expansão da língua” e que passará pela digitalização de conteúdos. “Com o apoio da Comissão Europeia, estamos a trabalhar nesse sentido, como também estamos a traduzir autores portugueses para outras línguas”, refere. Quanto aos críticos do Acordo Ortográfico, o ministro entende que “todas as pessoas são livres de escrever como quiserem”. Mas pretende que “integrem a nova forma” e, por ele, “quanto mais cedo melhor”. Não deixa, no entanto, de deixar uma palavra aos que “trabalham com a língua quotidianamente - os grandes escritores, os poetas”.
Estes poderão escrever português como entenderem. Apesar do acordo ortográfico ter criado divisões entre artistas e escritores Portugueses, o Movimento Pensar Real ~ Pensar Portugal, congratula-se que o Ministério da Cultura, se empenhe na urgente reunião de esforços com a Comissão Europeia: na tradução de Obras de autores Portugueses em outras línguas.
Publicado por JPG, Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009, às 13:04 |
Alguém deveria explicar ao Primeiro-Ministro de Portugal três coisinhas singelas.
Uma: parafraseando Almeida Garret (”eu tenho dois tês no nome, é favor lerem ao menos um deles”), o nome comercial “Freeport” tem um tê no fim e não é Francês, portanto é favor dizer “Freeport” e não “freepore”.
Duas: a Procuradoria Geral da República não é a “única autoridade competente para prestar esclarecimentos idóneos”. Não convém lá muito passar atestados de trafulhice a instituições nacionais tão insuspeitas como a Polícia Judiciária ou o Ministério Público.
Três: na expressão “Aqueles que utilizam poderes ocultos para dirigirem e para orientarem campanhas negras não terão sucesso” existem dois erros de Português.(*)
Publicado por JPG, Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009, às 18:21 |
Nestes “videoclips”, o Primeiro-Ministro de Portugal, no caso e até ver José Sócrates, fala sobre um suposto “relatório” que terá sido supostamente publicado pela OCDE, ou que foi da autoria da OCDE, ou que, vá lá, como alegam alguns, terá sido feito por gente que tem de alguma forma algo a ver com a OCDE, mas pouco.
No fundo, há que ser condescendente nisto, vejamos, a OCDE é uma coisa vaga, indistinta, meio nebulosa. Todos nós pertencemos mais ou menos à OCDE. Eu cá, por exemplo e pelo menos, sou todo pela OCDE e portanto, até certo ponto, faço parte, pertenço, sinto-me até dela extremamente venerador, atento e obrigado, passo boa parte do meu tempo metido nos seus assuntos, a bem dizer sou quase funcionário da dita OCDE, quanto mais não seja porque me interesso à brava pelas questões genéricas ligadas ao desenvolvimento e à cooperação. Aliás, conheço uma data de gente que é tanto da OCDE como eu, e por conseguinte não poderemos estar agora aborrecendo nosso Primeiro com minudências que tais, ora vá lá ver, pois com certeza, aquilo foi decerto escrito por gente não apenas abalizada e autorizada como propriamente dito pertencendo aos quadros daquela prestigiada organização internacional, assim a modos como eu próprio.
Pelo atrás exposto, fique Vossa Excelência, senhor Primeiro-Ministro, sabendo que existe ao menos um português que acredita piamente na coisa, há aqui um que é capaz mesmo de jurar, e por extenso e tudo, assim me não falte o fôlego e o topete, que o relatório que o senhor PM diz que é da OCDE é mesmo da OCDE, e se agora diz que nunca disse tal é porque nunca tal disse1, isto é mas é uma cambada de invejosos que não podem ver alguém com uma camisa lavada, como saberá perfeitamente nosso José, é não ligar a ranhosos e andar para a frente, assim Deus lhe dê saúde para continuar a sua nobre e patriótica obra, caro Zé, agora nada de tibiezas, toca a erguer a cabeça, que p’ra frente é que é o caminho, eles que se lixem, pá, dá ao desprezo a ver se os gajos não se calam, digo eu.
1 “Há décadas que leio relatórios da OCDE sobre Educação. Eu nunca vi uma avaliação com tantos elogios a uma reforma…” [José Sócrates, 26.01.09, RCP][OUVIR]
Publicado por JPG, Domingo, 25 de Janeiro de 2009, às 15:45 |
Uma das questões sobre o caso Freeport que parecem ainda não ter tido resposta é a seguinte: qual será o interesse das autoridades anti-fraude inglesas em investigar o que se passou com o “outlet” português?
Numa edição do passado dia 22, num jornal de Língua inglesa publicado em Portugal, o Algarve Resident, podemos ler:
[trad.]Os interesses britânicos no Freeport e no caso sucedido em Portugal começaram em 2007, quando o grupo americano Carlyle lançou uma OPA, oferecendo aos accionistas do Freeport um valor de 7,19 Euros por acção, o que se descobriu depois ser um preço artificialmente inflacionado.[/trad.]
Poderão, por conseguinte, ficar sossegados aqueles que mais se incomodaram com a aparente “ingerência” das autoridades inglesas num assunto interno de uma nação soberana. Não se trata sequer - era só o que mais faltava - de estarem os ingleses a tentar fazer os trabalhos de casa das autoridades portuguesas, porque hipoteticamente estas não actuassem. O assunto apenas interessa à SFO porque diz respeito a operações financeiras realizadas com empresas do Reino Unido e envolvendo cidadãos britânicos.
Que essas investigações possam envolver também cidadãos portugueses, bem, isso será - a acontecer - porventura uma inevitabilidade ou, quem sabe, uma irónica fatalidade: como a borboleta chinesa que origina ventania no ocidente, sempre que abana as asas, agora talvez uma simples tampa destapada em Inglaterra provoque um terramoto arrasador em Portugal.
A cronologia deste caso, anteriormente publicada no Apdeites, já foi actualizada com estes dados.
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